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 História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)

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VIC TEIXEIRA
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Ter Set 22, 2009 3:29 am

Papabeer, o Sr Helder de Sousa, comfirmou, e realmente a mesma pessoa, o homem do Lotus e do March 74s e tambem do Opel Manta
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papabeer
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Ter Set 22, 2009 3:31 am

Eu tb ja confirmei

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Ter Set 22, 2009 3:38 am

De cabinda ao Cunene muita malta se recorda do carrinho amarelo, barulhento.
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papabeer
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Ter Set 22, 2009 8:16 pm

Mais algumas fotos da historia





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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Set 24, 2009 9:03 pm

Bom contributo Papabeer, e assim já chegámos à 2ª época de ouro do automobilismo em Angola. A primeira foi em 1957-65 e a segunda em 1972-74. Pelo meio e depois também se correu mas o brilho maior foi nesta duas épocas. Com o crescimento exponencial que a RPA está a ter - é o país com a maior taxa de crescimento económico do Mundo - não me admirarei que, paralelamente, tenhamos, em breve, uma outra época de ouro no automobilismo angolano.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Set 24, 2009 9:09 pm

Carlos Mendonça escreveu:
De cabinda ao Cunene muita malta se recorda do carrinho amarelo, barulhento.

Carlos Mendonça você pôs-me a sorrir com "de Cabinda ao Cunene"...lembrou-me os tempos dos comícios da Jota MPLA, a que pertenci, em que participei lá para os lados do sul (Tombwa).

Atenção não estou a engraxar Angola, se duvidarem perguntem ao mais velho Kundi Pahaima que era o nosso comissário político em Tombwa, corria o ano de 1975


Última edição por kadypress em Qui Set 24, 2009 9:38 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Set 24, 2009 9:30 pm

O Helder de Sousa é uma referência no automobilismo angolano.
Como piloto e como jornalista.Lembro-me bem de adorar ver o seu capacete integral decorado com labaredas de fogo (penso que não me estou a enganar, era mesmo a decoração de um dos capacetes do Helder).
Ele começou por correr com um pequeno Fiat Abarth 1000 idêntico ao com que eu corri (ver no meu avatar) mas acabou por correr com bombas bem maiores como o Opel Manta já citado, o Capri 2600 GT, o Lotus Europa TC e o March 74S do Team Lis, o Lola T292 que partilhou com o Mabilio de Albuquerque e já cá no puto outro protótipo - um GRD.
Falei com ele uma ou duas vezes no Autódromo do Estoril, nunca fomos close um com o outro, pois o respeito pelos mais velhos é uma característica dos angolanos.
Contudo apesar de o conhecer de vista das corridas em Angola, aqui no puto trabalhámos numa mesma revista - a RPM Magazine - ele Helder como director, mais tarde consultor editorial, e eu como redactor (pag 3) e mais tarde coordenador editorial.
Nessa revista, sob o patrocínio do António Gil, escrevi um artigo ligeiríssimo, em Novembro de 2000, sobre o automobilismo angolano, ainda muito desconhecido cá no puto (onde alguns pensavam que íamos para a escola na garupa de leões e pacaças ). Era a minha visão a olho nu, ainda pouco documentada, do automobilismo angolano que eu acompanhei ao vivo. O Helder também contribuiu para o tal artigo como uma caixa sobre a sua vivência com o barulhento (como diz o Carlos Mendonça) Opel Manta amarelinho (pag 35).
Eis o dito artigo:


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MensagemAssunto: III Grande Prémio de Angola de 1959   Sex Out 09, 2009 2:11 am

III Grande Prémio de Angola de 1959

Tenho a felicidade de ter em casa um filme em 8mm, embora mudo, convertido para DVD com parte dessa corrida (III GPA) captada pelo meu pai.
O filme foi revelado nos laboratórios da Kodak da antiga RFA em 1959.
Tirei algumas imagens (frames do citado filme) do Pfaff nessa corrida para partilhar convosco.

fotos do arquivo de R Duarte Kadypress (autor JCG Duarte)








Última edição por kadypress em Sex Out 09, 2009 2:17 am, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:12 am

III Grande Prémio de Angola de 1959

O mesmo Pfaff, na mesma prova em foto cedida por Oliva/Suécia
(Lá atrás, antes da curva cotovelo (?), parece despontar Flávio Santos no Austin Healey.Parece, digo eu...mas também pode ser outro piloto
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:19 am

III Grande Prémio de Angola de 1959

Flávio Santos, o cometa do Namibe, ici lui-même...
Com um carro inferior à concorrência, fez o 19º tempo da grid (entre 26 pilotos) e, na corrida, parece ter desistido.
fotos do arquivo de R Duarte Kadypress (autor JCG Duarte)


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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:46 am

Peço desculpa pelo que vem a seguir mas trata-se de uma vitória angolana na terra dos nossos irmãos moçambicanos em que os derrotados são os sul africanos...
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:48 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

Circuito Internacional de LM 1959 - Alvaro Lopes em Maserati 300S do ATCA (Automóvel Touring Clube de Angola) - vencedor da prova da categoria III de Sport e Corrida (anexo C)
foto arquivo kadypress/R Duarte

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:51 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

Grid para a prova principal.
foto arquivo kadypress/R Duarte
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:52 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

O director de prova (do ATCM - Automóvel Touring Clube de Moçambique) dá a bandeirada final ao vencedor - o Maserati 300 S de Alvaro Lopes
foto arquivo kadypress/R Duarte
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:54 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

A esposa do piloto Alvaro Lopes, uma bonita senhora de origem belga, felicita, emocionada, o marido assim que este saíu do Maser, sob forte aplauso do imenso publico moçambicano e sul africano presente nesta jornada desportiva.
foto arquivo de kadypress/R Duarte


Última edição por kadypress em Sex Out 09, 2009 2:55 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:54 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

Sorridente e já invadido por uma benéfica calma, Alvaro Lopes deixa-se fotografar, para a posteridade (como o dia de hoje), junto à linha de chegada.
foto arquivo de kadypress/R Duarte
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:56 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

A delegação do ATCA a esta prova foi presidida pelo Dr Pereira de Matos e constituída por dirigentes e mecânicos, , e por mais dois pilotos além do Alvaro Lopes. O cometa do Namibe Flávio Santos e João Alves, que tripularam um Austin Healey e um Jaguar XK120 em outras corridas que fizeram parte desta jornada desportiva. Flávio terminou em 9º lugar e o Jag de J Alves não chegou ao fim da prova.

O Austin Healey do angolano Flávio Santos em destaque na grid de Grande Turismo
foto arquivo de kadypress/R Duarte
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:57 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

Embora estivessem inscritos 11 concorrentes para a prova rainha (Sport e Corrida, cat III anexo C), apenas oito carros se apresentaram na linha de partida - o único piloto "português" era Alvaro Lopes, daí a sua vitoria ter sido muito aplaudida e vibrada pelo publico moçambicano. Os outros sete pilotos eram sul africanos e rodesianos.
Os carros eram o Maser do ATCA, Porsche RS, Ferrari MM, Lotus Le Mans, AC Bristol, Austin Healey, MG-A e um Kieft-Climax.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Out 09, 2009 2:57 am

Circuito Internacional de LM (Maputo) 1959

O sul africano Frazer Jones (Porsche RS) toma a
dianteira mas à sétima volta Alvaro Lopes consegue ultrapassá-lo.
Frazer consegue de novo, na volta seguinte, o comando da prova. Da 8ª à
11ª volta passam os dois colados na meta para gáudio do publico das
duas nacionalidades. Só à 12ª volta é que Alvaro consegue impôr
definitivamente o Maser ao Porsche de Frazer.
Cá mais atrás acendem-se outras lutas: Vic Ploeter (Klieft Climax) e H.C.Boyden (Ferrari MM) discutem o lugar taco-a-taco.
No final Alvaro deu 29s a Frazer Jones. Frazer, homem de fair-play
pede, na volta de desaceleração, para Alvaro abrandar, ao que este
acede. Seguindo os dois carros lado-a-lado ao ralenti, estende a mão
para cumprimentar Alvaro Lopes pela sua vitória. Mais um gesto que
arrancou aplausos do publico presente.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sab Out 10, 2009 7:41 am

kadypress escreveu:
III Grande Prémio de Angola de 1959

Tenho
a felicidade de ter em casa um filme em 8mm, embora mudo, convertido
para DVD com parte dessa corrida (III GPA) captada pelo meu pai.
...

o carro nas 4 imagens a cores e uma a pb é o Lotus Eleven. Tinha um motor 1.100 Climax.
O carro e piloto eram da antiga Rodésia. E digo isto por exclusão de
partes pois tenho-o como compatriota de John Love que também era
rodesiano.

Não sei o # de chassis desde Lotus XI senão podíamos segui-lo como se tivesse um chip...

Lotus mesmo de Angola, nas corridas, existiram apenas o Lotus 30, o
Lotus 23 - ambos do ATCA - e diversos Lotus 26 (Elan) e 28 (Cortina),
os Lotus 47 e Europa e ainda uma derivação destes, um dos dois Lotus 62
existentes no mundo inteiro. E também Elans normais. (i.e. salvo erro e/ou
omissão e sujeito a correcção de pessoa mais informada...)

Esta
corrida foi ganha pelo finlandês (já eram bons nesta altura) com nome
de inglês Curt Lincoln em Cooper Monaco T49 Climax, seguido
do rodesiano John Love (Jaguar D type) e do inglês Mike Bond (Aston
Martin). O melhor português, que obteve o 4º lugar, foi Joaquim Correia
da Oliveira em Porsche Spyder.


Última edição por kadypress em Sab Out 10, 2009 9:55 am, editado 1 vez(es)
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carlos dias
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sab Out 10, 2009 9:34 am

senhor Kadypress tenho a qui comigo um lotus elan acho q é elan 26 se poder mandame so o seu imail para lhe mandar umas fotos.Carlos Dias.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sab Out 10, 2009 9:57 am

Amigo Carlos Dias, agradeço a sua diligência.
O meu mail é kadypress@gmail.com
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sab Out 10, 2009 9:58 am

Carlos podes mandar tambem para mim?
ruivo_marcio@hotmail.com
Um abraço
Márcio
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Seg Out 26, 2009 8:02 am

Benguela 1973

Ora aqui está um bom tema enviado, do Brasil, pelo nosso conterrâneo e correspondente José Carlos Saiago Carol. Trata-se de uma prova pouco divulgada - o Circuito Aniversário de Benguela, que festajava 0 356º aniversário da cidade de S Filipe de Benguela. A prova foi promovida pelo Radio Clube de Benguela e pelo Clube Tuku-Tuku. A Câmara Municipal estava distraída e foi criticada.

"Ricardo,
Seguem algumas páginas publicadas no Semanário Sul nº124 de 23 a 28 de Abril de 1973.
Carol"


Clicar para ler
Pag 21


Pag 22


Pag 23
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Seg Out 26, 2009 10:46 am

Benguela 1973


Esta jornada desportiva viria a confirmar a supremacia do Lola T212 (ex-Andre Verwey*), sobre o já ultrapassado Ford GT40. Isto na prova dos grupos 2/3/4/5.

*aqui já não com o seu vermelho original mas amarelo e azul com o patrocínio das tintas Kastor
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Ter Out 27, 2009 4:47 am

Benguela 1973


Esta jornada desportiva, a 5 e 6 de Maio de 1973, integrava 3 corridas:

Gr1 Iniciados
Gr1 Consagrados
e
Gr 2/3/4/5

É sobre esta ultima que falaremos de seguida.

Conforme as páginas do semanário constata-se que Herculano Areias iria correr com um Porsche 906 (Carrera 6) recém comprado e que fizera um brilharete em Moçâmedes (03-1973) pelas mãos do piloto "metropolitano" Américo Nunes, conhecido hoje em Portugal como o Sr Porsche, pela sua longa ligação àquela marca que se iniciou quando trabalhava na área comercial do importador Porsche/VW em Portugal - a Guérin.

Outra novidade, trazida de Moçâmedes'73 foi o Lotus 62 do Team Palma com que Néné Neves lá correu e que também mudou de mãos para outro piloto angolano - Waldemar Teixeira. Este piloto apresentou o Lotus 62 com as cores da Uniprédio, embora mantendo-se com a cor negra. Waldemar era, carinhosamente, apelidado no métier automobilístico, como o Tio Valdas.

Peixinho trouxe, de Luanda, o AR GTAm para discutir com forças maiores.

Carlos Conde apresentava o também já ultrapassado Lotus 23B, o tal que esteve à venda há poucos dias na imprensa portuguesa.

Mabílio de Albuquerque, um "metropolitano" que se apaixonou por África (como tantos!!!), que corria em Portugal sob o pseudónimo Sacrila (vá-se lá saber porquê ), tripularia o Lola T212 ex-Andre Verwey.

Constituiam a restante lista de inscritos Eurico Lopes de Almeida (Datsun 240Z), Cardoso Albernaz (Lotus 26R), Emídio Poiares (Lotus Europa), Luis Santos (Lancia Fulvia HF), Raul Esperto (BMW 2002 Schnitzer) e o já falado "dono" do Autodromo, Emílio Marta (Ford GT40).

Se faltar alguém apitem...
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Out 28, 2009 3:04 am

Benguela 1973

06-05-1973

O Peixinho alinhou com o Alfa Romeo GTAm - arrancou do fim da grelha e rapidamente passou para 3º atrás do GT40 do Marta e sempre a importuná-lo. Passou o Carrera 6, o Lotus 62, o Lotus 23, o Lotus 26 e todos os outros é claro, à excepção do GT40 e do Lola T212. Este, com o Dr Mabílio de Albuquerque ao volante acabaria por vencer a prova.O Peixe terá forçado demais o motor do Maggiorata de modo que acabou cedo - só fez 20 voltas contra 40 do Lola.

António Peixinho no Alfa Romeo GTAm nesta prova
Foto Tuku-Tuku

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:26 am

Benguela 1973

Mabílio de Albuquerque fez, naturalmente a pole, Marta foi o 2º
Mais rápido,e Waldemar preencheu a primeira linha da grelha.

foto Tuku-Tuku


No arranque, aparentemente, o GT40, adianta-se ao T212, o que é de
estranhar pois o T212 é mais ligeiro. Será que Mabílio falhou o
arranque...ou...por isso é que eu digo aparentemente, pois pode um instantâneo da volta de apresentação para a pré-grelha.

foto Tuku-Tuku
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:30 am

Benguela 1973

Citação :
Originalmente escrito por kadypress
Mabílio de Albuquerque fez, naturalmente a pole, Marta foi o 2º
Mais rápido,e Waldemar preencheu a primeira linha da grelha.
...

O pódio terminou com a mesma disposição da 1ª linha da grid...
Fotos Tuku-Tuku




Mabílio, o vencedor, e o T212 com as novas cores
Foto do arquivo de Ricardo Duarte/kadypress
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:33 am

Benguela 1973

Mais uns "bonecos" ...
cedidos pelo Clube Tuku-Tuku/Tony Almeida

Herculano Areias no Carrera 6 ex-Américo Nunes (4º classificado)



Raul Esperto no BMW 2002 Schnitzer (8º classificado)


Waldemar Teixeira no Lotus 62 ex-Néné Neves



Luis Santos (Lancia Fulvia HF) 7º classificado e Eng Eurico Lopes de
Almeida (Datsun 240Z) 6º classificado, ambos prestes a ser dobrados
pelos 1º e 2º classificados


Peixinho à frente de Herculano Areias
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:34 am

kadypress escreveu:
Benguela 1973

Mabílio de Albuquerque fez, naturalmente a pole, Marta foi o 2º
Mais rápido,e Waldemar preencheu a primeira linha da grelha.

foto Tuku-Tuku


No arranque, aparentemente, o GT40, adianta-se ao T212, o que é de
estranhar pois o T212 é mais ligeiro. Será que Mabílio falhou o
arranque...ou...por isso é que eu digo aparentemente, pois pode um instantâneo da volta de apresentação para a pré-grelha.

foto Tuku-Tuku

Percebi agora quem o Paulo Sá Silva tenta imitar...



Boa escolha, sim senhor!
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:37 am

Angola tinha, nos anos 60 e 70, um parque automóvel de competição verdadeiramente invejável e que "rivalizava" de igual para igual com os carros do velho e do novo continente!

Outros tempos...

Será que para lá caminhamos, outra vez?
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:54 am

Cavaleiro do Asfalto escreveu:
Angola tinha, nos anos 60 e 70, um parque
automóvel de competição verdadeiramente invejável e que "rivalizava" de
igual para igual com os carros do velho e do novo continente!

Outros tempos...

Será que para lá caminhamos, outra vez?

Não tenho dúvidas disso. O entusiasmo que vocês, os protagonistas,
colocam no automobilismo, o entusiasmo que o povo angolano sempre
nutriu pelo fenómeno automóveis, aliados ainda ao facto de Angola ser o
país com um dos maiores crescimentos económicos do Mundo, estão assim
criadas as condições para que Angola venha a ter um grande parque de
automóveis de desporto e quicá venha a ter um terceiro Autódromo
e granjeie, junto das entidades internacionais, um GP de Formula 1.
(Já vi países muito menos importantes a ter um GP F1)
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 6:59 am

Kadypress, não se esqueça que, entretanto, o Autódromo de Benguela (tanto quanto sei, que não o vi, quando lá fui) já não existe e o de Luanda, está a precisar de um segundo piso, já que o piso original ainda (???) se mantém.

Cheio de irregularidades, cheio de buracos, cheio de ervas, cheio de pó, (quase) cheio de lixo, mas ainda se mantém...

E se fosse só isto que ele precisasse, já era muito bom!!!

Por isso, antes de tudo, vamos pensar ainda no primeiro Autódromo para Angola, digno desse nome!

Seja ele o de Luanda, um novo, perto de Luanda, ou noutro lado qualquer...

Já estou por tudo!
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qui Out 29, 2009 7:01 am

Deus...(e as autoridades e patrocinadores) o oiçam
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Nov 13, 2009 11:24 am

INAUGURAÇÃO EM LUANDA





Por José Mota Freitas



Num local a cerca de 30 km da Capital Luanda, na estrada Luanda – Barra do Cuanza onde um ano antes apenas havia uma extensa planície coberta de denso capim e onde passeavam livremente cabras do mato e pacassas, a partir de 28 de Maio de 1972 passou a existir um moderno autódromo.



As obras foram iniciadas em meados de 1971. A entretanto criada empresa Autodel, através dos seus administradores/accionistas António Pinto da Fonseca, Rui Gonzaga Martins e o piloto António Peixinho, encarregaram do projecto o Arquitecto brasileiro Ayrton Cornelson (o mesmo projectista da pista do Estoril) e o Eng.º Júlio Basso.



Aliás, os impulsionadores do projecto foram na altura acusados de megalomania, mas o facto é que conseguiram realizar uma obra magnífica que poderia proporcionar aos Angolanos corridas de alto nível e trazer à então Província Ultramarina os maiores pilotos e carros do momento. Depois de já inaugurada a pista de Benguela, Angola ficava assim a ganhar ao Continente por 2-0, pois o Estoril só seria inaugurado 21 dias depois.







A pista tinha no seu traçado maior 6280 m, havendo também mais quatro alternativas a partir de 3208 m. O traçado era percorrido, curiosamente, ao contrário dos ponteiros do relógio.



Ao contrário de Benguela (que, ao que parece, tinha as boxes com cobertura em colmo…), o Autódromo de Luanda, na data da inauguração tinha já bastantes infra-estruturas concluídas: a torre de controlo quase pronta, zonas de acesso, heliporto e 30 amplas boxes. Na pista a principal novidade eram os enormes painéis luminosos serviam para substituição das bandeiras de sinalização. Para construção posterior ficaram um hospital de urgência, salas de administração, apartamentos para os pilotos, oficinas, bancadas definitivas para 20.000 pessoas, pois as que foram utilizadas na inauguração eram provisórias. Ficou também por construir um restaurante para o Clube do Autódromo e estava projectado um complexo turístico-hoteleiro com um motel de 200 quartos, um mini campo de golfe (“Golfinho”), 106 “bungallows”, um cinema “ao ar-livre” (300 lugares) e um supermercado e centro comercial com 38 lojas. Segundo opinião de entendidos, como o piloto Emerson Fittipaldi ou o fotógrafo Bernard Cahier, quando pronto, Luanda teria o melhor autódromo do mundo, melhor ainda do que a referencia da época, a pista belga de Nivelles.



No dia da inauguração, notava-se logo cedo um frenesim pouco habitual entre a “aficcion” angolana e cerca das 8 horas da manhã já a bancada principal estava quase completa. A partir das 9 começaram a roncar os motores para se disputar a prova da “Velha Guarda” destinada não propriamente a pilotos veteranos, mas a homens com alguma experiência. 15 Concorrentes deram 10 voltas à variante Nº 3 (4.414 m), tendo terminado 14. O vencedor foi Hélder de Sousa, na altura correspondente do Jornal “O Volante” em Angola, que conduzindo com a mestria que se lhe reconhece o seu Ford Capri 2600 GT, bateu Bandeira Vieira num carro igual. O 3º classificado foi o “grande” Silveira Machado, uns dos melhores pilotos angolanos de sempre, que não muito anos antes havia deliciado os seus conterrâneos com as suas façanhas ao volante do Saab 96 e do pequeno Fiat Abarth 1000 Corsa, carro que aliás é agora pertença do piloto-coleccionador Manuel Ferrão.







Partida da corrida de Grupo 1 Consagrados, com os Ford Capri 3000 a dominarem os acontecimentos



Em seguida foi a vez dos Consagrados fazerem a sua prova em Grupo 1. 15 voltas à variante Nº 3, perfazendo 66,2 km. Alinharam apenas 8 concorrentes tendo vencido “Larama” seguido de Waldemar Teixeira e Amândio de Carvalho, todos em Ford Capri 3000 GT. Estes carros eram pertença do importador da marca, a Mocar e serviam habitualmente no mesmo fim-de-semana para fazer 2 ou 3 corridas com pilotos diferentes! O melhor BMW 2002 Ti, foi o de António José Oliveira em 4º lugar. O vencedor “Larama” seria mais tarde um dos melhores pilotos em activo nos Açores e seria um dos animadores do Troféu Citroen Visa. Waldemar Teixeira iria adquirir no ano seguinte após a corrida de Moçamedes, o Lotus 62 de Ernesto Neves e no final de 1973 compraria um excelente Chevron B21 a Roger Heavens, carro que infelizmente teria pouco uso em África, pelos motivos que se sabem.



A finalizar o programa da manhã disputou-se uma prova de motos, modalidade que atraía sempre em Angola uma grande multidão de entusiastas. 10 pilotos, deram 15 voltas ao traçado Nº4 (5.780 m), tendo vencido a Yamaha 350 de José Silva, que recuperando desde a última posição até ao 1º lugar, entusiasmou todos os que a ela assistiram. Saliente-se que desde a bancada principal, havia quase 100 % de visibilidade para todo o circuito, o que contribuía para o interesse permanente entre o público aí presente.



Após esta prova seguiu-se um período de descanso para os afadigados organizadores, comissários e cronometristas e procedeu-se ao lado solene da inauguração: o Governador-Geral e o Bispo de Luanda percorreram a pista num cortejo em carro aberto, seguidos de 80 automóveis de corrida, isto é todos os que participavam nas provas.



Os iniciados (Grupo 1) vinham a seguir e apresentavam um plantel bastante numeroso. Alinharam 18 carros para uma prova de 15 voltas. Assistiu-se a mais um recital dos Ford Capri 2600 GT, pois ficaram 5 entre os 6 primeiros! Venceu Raul Esperto, que dominou a prova de início a fim, conseguindo assim a sua primeira vitória. O 2º classificado foi Zeca Gomes, habitualmente um nome a ter em conta em provas angolanas e pai do actual piloto Gonçalo Gomes.







Corrida dos Grupos 2 a 5: em primeiro plano o BMW 2002 Schnitzer de Mabílio de Albuquerque



Para o fim guardava-se o “prato forte”, a prova de “Grupos 2 a 5”. Infelizmente ausentes estavam os pilotos de Benguela, como Herculano Areias e Emílio Marta, que não pôde trazer o seu Ford GT40, pois estavam suspensos pelo ATCA (a Federação Angolana). Entre os favoritos contavam-se os BMW 2002 Schnitzer do “Team Tecar”, entregues a António José Oliveira, Porfírio de Oliveira, José Bandeira e Mabílio de Albuquerque, o Lotus XXIII de Carlos Conde, o Lotus Seven “Chana”, uma transformação local de Fernando Coelho e o Alfa Romeo GTAm de Mané Nogueira Pinto. Dada a partida, Fernando Coelho partiu à frente, mas rapidamente Mané o ultrapassa e comanda até ao fim, percorrendo as 15 voltas ao circuito Nº 5 (6.280 m) em 43 minutos e nove segundos. O 2º foi José Oliveira que pilotou o belo BMW Schnitzer que haveria de trazer para o Continente em 1975. Seguiram-se Fernando Coelho, Vítor Morgado (BMW Schnitzer), Carlos Conde, Henrique Cardão (Alfa GTA), o Cooper S de Fernando Carneiro (sim, é o mesmo que corre actualmente!) e Santos Peras (Subaru). Terminaram a prova 13 concorrentes.







Mané Nogueira Pinto, com o Alfa Romeo GTAm vencedor da corrida dos Grupos 2, 3, 4 e 5



Em Julho, disputar-se-ia o “1º Circuito Feminino”, com muitas participantes e a vitória a sorrir a Maria de Lurdes Sousa num inevitável Capri 2600 GT.



Mas o ponto alto de Luanda em 72 seria a prova de 3 Horas disputada em Agosto. Aos habituais participantes juntavam-se vários visitantes bem equipados: o Lola T280 – Ford DFV do Team BIP para Carlos Gaspar; os Chevron do inglês Roger Heavens (B21) e do Sul-africano John Rowe (B19); o Lola T212-Ford (igual ao de Ribeirinho Soares) de Andre Verwey – este carro ficaria em Angola após a prova, adquirido pela Autodel – o Alfa Romeo GTAm do sul-africano Arnold Chatz, o Opel Manta Steinmetz de Helder de Sousa e o novo Ford Capri 2600 RS de Teixeira da Silva. Venceu Heavens seguido de Chatz e Teixeira da Silva.







Partida das 3 Horas de Luanda: a adiantar-se sobre a linha da meta vemos o Chevron B21 de Roger Heavens, tendo ao seu lado o Chevron B19 de John Rowe e o Lola T280 de Carlos Gaspar. Atrás do Lola, Arnold Chatz tenta passar com o Alfa Romeo GTAm e, sensivelmente no mesmo alinhamento, mas do outro lado da pista, está o Lola T212 de Andre Vervey. Perto do Lola, no meio da pista, está o Chana Lotus de Fernando Coelho, uma produção local sobre chassis e mecânica de um Lotus Seven.



Em 73 e 74 disputar-se-iam interessantes provas na pista luandense, tendo como ponto alto as anualmente integradas na “Temporada angolana” juntamente com as de Nova Lisboa e Benguela. Delas falaremos noutra oportunidade.



Em 1974 seria o 25 de Abril e a seguir a descolonização e a consequente independência de Angola. Os anos seguintes foram de guerra civil. Actualmente no Autódromo de Luanda fazem-se 4 ou 5 provas por ano, de âmbito meramente local. Mas o facto é que 32 anos depois, o propósito inicial do Autódromo de Luanda em “trazer a Angola os melhores carros e os melhores pilotos do mundo” ainda não foi cumprido. Mas quem sabe ainda se num futuro a médio prazo, isso não irá acontecer…





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Texto: JMF Fotos: arquivo JMF
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Nov 13, 2009 11:45 am

O automobilismo em Angola
12/Jun/2002


Inauguração do Autódromo de Luanda

Mabílio de Albuquerque no seu BMW 2002


3 horas de Nova Lisboa 1972


3 horas de Nova Lisboa 1972


3 horas de Nova Lisboa 1972


Hélder de Sousa no Opel Commodore


Um leopardo como animal de estimação...


Quando agora se comemoram os 30 anos da inauguração do Autódromo de Luanda, o Velocidade.Online decidiu reavivar a memória a todos os que estiveram ligados directa ou indirectamente às corridas em Angola, pretendendo igualmente que as gerações mais novas fiquem a conhecer um pouco das
corridas que se faziam nesta ex-colónia portuguesa.
Neste artigo, mostramos algumas imagens da prova das 6 horas de Nova Lisboa, em Junho de 1972, bem como da corrida inaugural do Autódromo de Luanda, que teve lugar nos finais de Maio de 1972.
O Autódromo de Luanda, veio inaugurar uma nova era nas corridas em Angola. Foi um autódromo pensado para a Fórmula 1, embora esta nunca por lá tivesse passado, pois em 1975 o Autódromo foi ocupado por instalações militares, aquando do processo de independência do país. Mané Nogueira Pinto (Alfa Romeo), Hélder de Sousa (Ford Capri 2600) e «Lamara» (Ford Capri 2600), foram os primeiros vencedores, nos automóveis, das corridas inaugurais do Autódromo de Luanda, que contou com o entusiasmo de numeroso público.
As corridas em Angola tinham dois «campeonatos»: o nacional era disputado nos Autódromos de Luanda e Benguela e nos circuitos citadinos de Carmona, Malange, Lobito, Novo Redondo, Sá da Bandeira e Moçâmedes, e reunia mais de 50 pilotos e numeroso público, num campeonato super interessante e disputadíssimo entre os pilotos locais.
Depois havia o campeonato internacional, composto pela 6 horas de Nova Lisboa, os 500 km de Benguela e
as 2 horas de Luanda, que atraia as estrelas internacionais das corridas de velocidade da época. Nomes como Gerard Larousse, Hans Stuck, Roger Heavens, Ray Fallo, Tony Birchenough entre outros, corriam lado a lado com os melhores pilotos portugueses e angolanos, tais como Nicha Cabral, António Peixinho, Hélder de Sousa, Mabílio de Albuquerque, Larama, Jorge Pêgo, Ernesto Neves, Carlos Gaspar, Américo Nunes, entre tantos outros, que conduziam os carros de GT mais espectaculares da época. Chevron B21 e B23, Lotus 62, Lola T212 e T292, Ford GT 40, Porsche 906, Ford Capri, Opel Commodore, BMW 2002, eram algumas das máquinas que corriam nas pistas angolanas.
De notar que havia uma grande diferença entre os campeonatos que eram disputados em Portugal e os de Angola. Os carros de turismo eram não raras vezes conduzidos por vários pilotos, em diversas categorias.
Ou seja, as marcas ou concessionários, inscreviam um determinado carro, que poderia participar numa corrida de iniciados com um piloto, e numa outra categoria com um piloto diferente, num regulamento direcionado para o controlo de custos... uma ideia que poderia ser retomada, pois pilotos não faltavam, que partilhavam um mesmo carro, que tal como hoje, era bastante dispendioso.
Vários importadores apostavam forte neste campeonato. Um dos melhores exemplos era o tem Mocar, sub-agente da Ford, que tinha nada menos que seis Ford Capri a correrem em diversas categorias.
Mas a prova rainha das corridas em Angola, eram as 6 horas de Nova Lisboa, uma prova de resistência, num circuito citadino, que atraía alguns dos melhores pilotos internacionais da época, para além dos pilotos vindos de Portugal continental. Pelas imagens que se podem ver aqui, não se pense que a segurança não era levada a sério. Para os padrões da época, os fardos de palha eram a segurança necessária para se levar a efeito uma corrida internacional... eram outros tempos...
O desporto automóvel em Angola, durou cerca de 20 anos, durante os quais tudo era novo e obra do pioneirismo de alguns apaixonados. A política de solidariedade, em que vários pilotos partihavam o mesmo carro, permitiu descobrir grandes valores do automobiismo da época, e proporcionava corridas de elevado grau competitivo, sempre comnumeroso público a assistir.
Angola, as corridas e o seu ambiente farão sempre parte do imaginário de todos os que tiveram o previlégio de viver este anos de ouro do automobilismo.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Nov 13, 2009 11:50 am

Mas antes, Peixinho já era conhecido por alguns, em Angola:


1ª Taça de Nova Lisboa. 1962?


II Circuito da Fortaleza, Luanda, 1 de Julho de 1962...


Taça Cidade de Luanda 1964, 1º da geral no Elan da ponta.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Nov 13, 2009 11:53 am

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Nov 13, 2009 12:03 pm

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kadypress
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Jan 22, 2010 5:18 am

kadypress escreveu:
VIII Grande Prémio de Angola de 1965 disputado em 28-11-1965




EVEN UNDER THE AFRICAN PALM TREES the Ford-Ferrari combat is raging.
Here, at the start of the 8th Angolan Grand Prix, Jo Schlesser (F) is
first away in a 7-litre A.C. Cobra 427 Roadster. Herbert Müller (D,
Ferrari 250LM), Denis Hulme (NZ, Brabham-Climax BT8
and pole-setter David Piper (GB, Ferrari 365P2) complete the first row. PHOTO: AUTOSPORT, December 10, 1965, p. 959.



December 4-5, 1965 - At the Angolan Grand Prix venue is this year
excellent. Jo Schlesser is here with Ford France's 7.0 A.C. Cobra 427
Roadster
. The only other Cobra, a more conventional 289 Roadster, will
be driven by the local Keith Schellenberg. Opposition has to come from
no less than seven Ferraris. David Piper is present in the ex-works,
ex-Filipinetti 4.4 Ferrari 365P2 in Group 7 configuration
. Herbert
Müller starts in the Scuderia Filipinetti 3.3 Ferrari 250LM. Jacques
Swaeters of the Écurie Nationale Belge has two LMs for Le Mans hero
Pierre Dumay (he finished second behind Rindt/Gregory) and for Gerald
Langlois van Ophem. Vic Willson has the Team Chamaco 250LM and Peter
Clarke is here with his own LM. There is also the LM of Alvaro Lopez
and a pure street 3.3 Ferrari 275GTB entered by Aquiles de Brito.

The 1960-61 Kyalami Nine Hours winner, Dawie Simon Gous, shows with a
two year old but well prepared 2.0 Elva-Porsche Mk7 with Denis Hulme
(NZ) in the Sid Taylor entered Brabham-Climax BT8, Rolf Stommelen and
"Eldé" - Belgium's Léon Dernier - in their Porsches 904GTS as direct
competitors for the 2-litre honours.

Practice goes from ... 5 a.m. until 7.30 a.m. since the circuit uses
some main streets of Luanda. Pole position goes to David Piper (Ferrari
365P2), ahead of Denis Hulme's Brabham-Climax BT8, earlier this year
already winner of the 30th Tourist Trophy. Herbert Müller (Ferrari LM)
and Jo Schlesser (Cobra 427) complete the first row, followed by three
other LMs.

In the early stages of the race we find three cars together, rocketing
absolutely wheel-to-wheel over the rough track: Piper (Ferrari P2),
Schlesser (Cobra) and Hulme (Brabham). The little Brabham-Climax BT8,
dwarfed by the Ferrari and the Cobra, is beginning to emerge as then
lap 34, after 68 miles, the rear suspension of the Cobra 427 caves in,
and the unhappy Jo the Furious (Schlesser) has to retire. Shortly after
the Sid Taylor owned Brabham pulls into the pits, Hulme complaining of
lacking front brakes. The balance is adjusted, and the Brabham comes
back on the circuit in fifth position, headed by Piper, Müller
(Filipinetti Ferrari LM), Dumay (Francorchamps' LM) and Wilson (Chamaco
LM). On lap 70, on two thirds of the race, when Hulme is already third,
a rear wishbone breaks on the Brabham BT8. He has to retire. He's
followed by Stommelen with a burnt camshaft on his Porsche 904GTS and
by Pius Zund with a broken suspension on his Lotus 30. The much
publicised Iso A3C Grifo Rivolta of Pierre de Siebenthal was abandoned
earlier.

After 300 kilometres Piper receives the chequered flag with three
Ferrari 250LMS on the three following places. The two-litre class is
won by South-Africa's Dawie Gous in his Elva Mk7, ahead of Belgium's
Léon Dernier ("Eldé") in a Porsche 904GTS and by the local Ising Rainer
in a similar machinery.

Passionating was the fight for Grand Touring honours between the
steel-bodied Ferrari 287GTB of Aquilles de Brito and Keith Schellenberg
in the ex-Ropner Cobra 289. The last, on holiday with his wife, was not
intended to race, but once in it, was duelling with the Ferrari for any
metre. Finally De Brito won that fight, finishing 9th overall.

Result - 1. David Piper (4.4 Ferrari 365P2), 2. Herbert Müller (3.3
Ferrari 250LM) at 1 lap, 3. Pierre Dumay (3.3 Ferrari 250LM) at 4 laps,
4. Vic Wilson (3.3 Ferrari 250LM) at 5 laps, 5. Dawie Simon Gous (2.0
Elva-Porsche Mk7), 6. "Eldé" (2.0 Porsche 904GTS), 7. Alvaro Lopez (3.3
Ferrari 250LM), 8. Ising Rainer (2.0 Porsche 904GTS), 9. Aquilles de
Brito (3.3 Ferrari 275GTB), 10. Gerald Langlois van Ophem (3.3 Ferrari
250LM), 11. Peter Clarke (3.3 Ferrari 250LM), 12. Keith Schellenberg
(AC Cobra 289 Roadster), etc.



Source= [url=http://www.imca-slotracing.com/1965-1966-HISTORY
http://www.imca-slotracing.com/1965-1966-HISTORY[/quote[/url]]

Algumas destas informações recolhidas da net, dizem-me, carecer de rectificação:

- O Shelby Cobra não era da Ford France mas sim da Scuderia Filipinetti
-O Ferrari de Piper não era da Scuderia Fiulipinetti mas sim da Maranello
- O Iso Grifo não é Rivolta
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kadypress
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sex Jan 22, 2010 5:21 am

kadypress escreveu:
VIII Grande Prémio de Angola de 1965 disputado em 28-11-1965

...


O #30 será o Porsche 904GTS do F1 driver, o alemão Rolf Stommelen e o #14 o Iso Grifo A3C do piloto suiço Pierre de Siebenthal. Julgo eu .




...

Tambem me dizem que esta foto não é tirada em Angola.
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Jan 27, 2010 8:48 pm

Gostei de rever as imagens da corrida em Benguela no dia 06/05/1973. Eu estive presente.

Já escrevi aqui num tópico qualquer que eu, o meu irmão Jorge Sá e alguns amigos andamos a carregar sacos de areia para colocar na curva para a esquerda (onde se vê o António Peixinho a curvar em grande estilo com o pneus esquerdo no ar) só para ganharmos uns bilhetes.

Nós divertimo-nos imenso! Qual a criança (eu tinha 10 anos e o meu irmao 15) que não gosta de brincar com areia da paraia?

A nossa mãe, coitadinha, fartou-se de chorar porque nós tínhamos andado a trabalhar (coiadinhos dos filhinhos) o meu pai achou que isso nos faria crescer e nós estávamos felicíssimos...
Que belas memórias.
Abraços
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Jan 27, 2010 8:59 pm

Eh sempre bom de vez em quando recordar situações vividas.

Hoje os nossos filhos já não brincam da mesma maneira, eh só playstation, computador, internet, enfim, mas também a situação de andar na rua não eh a mesma, infelizmente, antigamente podia-se andar e brincar na rua com 10 anos, hoje já não eh seguro.

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Fev 03, 2010 10:02 pm

Inauguração do Autódromo de Luanda

Tenho pena de ter, inadvertidamente, cortado o resto do discurso do Peixinho, que ia para o assunto Luanda X Benguela...devia ser interessantíssimo!!! Mas o Helder podia dar uma ajuda e concluir este post!!!
Filme do arquivo de R Duarte/kadypress obtido na RTP
Com som
http://illiweb.com/fa/pbucket.gif
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Mar 24, 2010 4:24 am

Recebi este email que passo a transcrever, se alguem souber algo sobre o assunto e pudesse publicar aqui no forum, agradecia.

Citando:
Bom dia papabeer,

Um email foi enviado através da página Contato em "Angola OffRoad" - http://angolaoffroad.livreforum.com
e você se encontra na lista de destinatários.

Assunto da mensagem: Imagens do trofeu corola 2002

Conteúdo da mensagem :

Os meus atenciosos cumprimentos.

Sou um fã incondicional do automobilismo angolano, e necessitava imenso
que alguém me ajudasse a encontrar imagens e notícias sobre um famoso troféu corola patrocinado pela Moltijoice ( 2002/2003 ), apenas para recordar um bom momento de vivido no autódromo de Luanda.

Grato ficaria

Laurindo Fonseca

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Jun 09, 2010 7:54 am

Lá venho eu meter o nariz onde talvez não deveria.

Só para apresentação, e tardia: Ricardo Duarte (aparentemente nenhum parentesco com o garoto Duarte Ferreira) é um cabeça de pungo natural de Moçâmedes, e junto com o Guerra e mais uns 3 ou 4, um dos grandes conhecedores da história do automobilismo de Angola.

Só para que a maioria do pessoal na faixa dos 40 abaixo tenham idéia, esses carros que corriam pelas ruas de Luanda, eram o que na época de melhor havia no mundo em termos de carros sport, protótipos, etc.

Pilotos? Esses também eram do que havia de melhor no mundo, só para terem idéia: Denis HUlme, ex- F1 ,Rolf Stolmen ex- F1, Hans Stuck, ex-F1, o próprio Nicha Cabral ex- F-1. Alguns corriam na F1, e íam a Angola disputar o GP. Precisa dizer mais alguma coisa sobre o que eram as corridas em nossa terra?

O próprio Ricardo diz que no inicio do assunto que tem 1957 como a data do provável início do esporte a motor em Angola.

Hoje já sabemos (por ele mesmo) que essa data é muito mais remota: acreditem 1925! Há 85 anos atrás.

Enquanto muitas cidades da europa não sabiam o que era um carro, em Angola se iniciavam as primeiras competições a motor, com gincanas e provas de arranque contra o relógio como se dizia naquela época.

Esta é uma oportunidade rara de conhecerem cronológicamente o que foi o automobilismo em nossa terra.

Leiam, aproveitem, e se possível imprimam também.

Ricardo, vê lá se não paras o serviço pela metade, e me deixas ficar mal.

Grande abraço
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Kioko
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Jun 09, 2010 8:10 am

Manos,
Quem conhece o lotus 62, com o numero 11. Trata-se do Valdemar Teixeira, Amigo da Familia vejo-o pouco mas é sempre uma ALEGRIA vê-lo, é como um Familiar chegado, ele está na Tuga e se ele consulta o nosso site queria aproveitar par lhe dár Aquele Abraço e a Dete sua esposa. Saudades de vocês.
ABRAÇÃO meu Mano
Carlos KIOKO
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Ruy Turza
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Jun 09, 2010 8:13 am

Kioko:

Ele está na Tuga, e o carro que corria em Angola, faz sucesso entre os colecionadores japoneses.


Última edição por Ruy Turza em Qua Jun 09, 2010 8:30 am, editado 1 vez(es)
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Kioko
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Qua Jun 09, 2010 8:25 am

Ruy, Mano
Aí é ? Se calhar ele não sabe tenho de pergumtar-lhe.
Valeu meu Mano
KIOKO
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papabeer
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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   Sab Dez 11, 2010 5:39 am

Post do nosso amigo CARLOS GUERRA, transcrito para aqui.

Citação :
Manuel Dias escreveu:

... Angola não tem automobilismo, fazemos apenas umas corridas para passar o tempo...

No entanto, Angola tem também uma tradição e uma história neste domínio, de proporções colossais e praticamente ininterrupta.

O papabeer depois, fará a fineza de copiar para onde achar conveniente.

1925 – Primeiras realizações de automobilismo desportivo: Corrida de Velocidade em Rampa num percurso de 7km e Gincana no Campo Desportivo dos Coqueiros, em Luanda.

1936 – Publicação dos Estatutos do ATCA, Automóvel e Touring Clube de Angola.

1956 – Primeira participação de concorrentes de Angola numa prova no estrangeiro: Álvaro Cabral vence uma das corridas do 1er Grand Prix de Léopoldville (hoje Kinshasa).

1957 - Primeiro Grande Rallye de Angola.

1957 – Primeiro Grande Prémio de Angola, no Circuito da Fortaleza em Luanda, com participação de pilotos de Angola, Moçambique, Portugal, África do Sul e do Congo Belga.

1959 – Primeiras corridas em Sá da Bandeira (Lubango, Huíla).

1962 - Primeiras corridas em Nova Lisboa (Huambo).

1964 – Primeiro Rallye da Baía Azul, em Benguela.

1965 – Primeiro Circuito da Praia Morena, em Benguela. Primeiras corridas no Lobito, Novo Redondo (Sumbe), Cabinda e Malange.

1967 – Primeiras corridas em Moçâmedes (Namibe).

1968 – Primeiras corridas em Carmona (Uíge).

1969 – Primeira corrida de longa distância: as 6 Horas de Nova Lisboa.

1972 – Inauguração do Autódromo de Benguela e, uma semana depois, do Autódromo de Luanda.

1977 – Primeiras corridas depois da Independência: em Benguela e no Namibe.

Forte abraço
Carlos Guerra

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MensagemAssunto: Re: História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)   

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História do Automobilismo Angolano (Velocidade e Ralis)
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