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 A Evolução do Mitsubishi Pajero

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JColsoul
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MensagemAssunto: A Evolução do Mitsubishi Pajero   Sex Mar 26, 2010 11:30 am

Boas Ilustres
Eis topo de gama TT da Mitsubishi e a sua história. Sei que parece um jornal, mais vale a pena lêr.

Em mais de 25 anos e três gerações, o Mitsubishi Pajero tornou-se famoso pela robustez e por ser um vencedor.

Seu envolvimento com modelos com tração nas quatro rodas, porém, vem de muito antes. Em 1936 eram construídos os protótipos do PX33, com motor diesel, o primeiro automóvel 4x4 do Japão. O projeto com fins militares não vingou, mas em 1953 a empresa assinava um contrato de licença com a americana Willys-Overland, para produzir o Jeep CJ-3 em versões de entreeixos curto, médio e longo.

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Um pioneiro: em 1936 a Mitsubishi construía o PX33, um carro com tração nas quatro rodas, suspensão elevada e motor a diesel

Assim, no Salão de Tóquio de 1973 apresentava um conceito de nome Pajero, que evoluiria para a versão II cinco anos mais tarde no mesmo evento. Da repercussão desses estudos entre o público e a imprensa, a empresa obteve coordenadas para que o modelo de produção nascesse adequado às expectativas do mercado. Em outubro de 1981, também no salão da capital japonesa, estreava a versão final do Pajero — cujo nome vinha do felis pajero, um felino que vive na Patagônia, no extremo sul da Argentina e do Chile. Essa geração é conhecida na empresa pelo codinome L040.

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Em 1981 o Pajero chegava ao mercado em versão de chassi curto, com capota de lona ou teto rígido e motor a gasolina ou a diesel

Três motores equipavam o modelo inicial. A gasolina havia o de 2,0 litros e 110 cv, e a diesel, o de 2,3 litros com turbocompressor (95 cv) ou sem (84 cv). Câmbio automático era opcional e toda a linha tinha tração nas quatro rodas de uso temporário. Alguns recursos técnicos eram inéditos em um 4x4 japonês, como direção assistida, motor turbodiesel e a suspensão dianteira independente por braços sobrepostos. A traseira usava eixo rígido, como habitual nos utilitários da época.
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A opção de capota de lona na traseira e teto solar dianteiro dava ao Pajero curto um jeito quase de conversível, que combinava com sua aptidão para caminhos precários

A oferta não demorou a se expandir. Para conquistar usuários familiares, que precisavam aliar sua robustez a mais espaço, a Mitsubishi lançava em fevereiro de 1983 um Pajero mais longo e de cinco portas, que media 4,65 m de comprimento e 2,69 m entre eixos. Havia até mesmo a opção de terceira fila de bancos, que podiam ser rebatidos para as laterais, a fim de ganhar espaço de bagagem, ou unir-se aos da segunda fila e compor uma cama. Dos três motores, apenas o diesel sem turbo não estava disponível para ele. A autonomia crescia de forma expressiva, pois o tanque de 60 litros do modelo curto dava lugar a um de 90 l.
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O modelo de cinco portas e entreeixos longo vinha em 1983, com opções de teto mais alto e terceira fila de bancos

No começo de 1987 era a vez da versão de luxo, com pintura em dois tons, rodas de alumínio de 15 pol, volante esportivo, acabamento mais requintado e rádio/toca-fitas. Se os adeptos do conforto estavam satisfeitos, faltava atender aos que pediam mais desempenho. Assim, um ano depois estreavam o V6 de 3,0 litros a gasolina, com injeção eletrônica e 141 cv, e o 2,5 turbodiesel com resfriador de ar (pela primeira vez em um 4x4 japonês) e 99 cv. Um 2,5 a gasolina de 103 cv também foi oferecido em alguns mercados. A essa época o mercado americano recebeu uma versão com a marca Dodge, o Raider (leia boxe abaixo).
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Melhor acabamento, motor V6 de 3,0 litros e 141 cv, câmbio automático: ainda nos anos 80 o Pajero ganhava requintes para atender a um público mais urbano

Mais sofisticado No final dos anos 80, o mercado mundial já estava repleto de utilitários esporte mais confortáveis e potentes que o defasado Pajero. Havia opções como Nissan Pathfinder, Toyota 4Runner, de 1990 em diante, o Ford Explorer, que assumiria a liderança do segmento nos EUA. Mas Hirokazu Nakamura, que se tornara presidente da Mitsubishi em 1989, sabia da importância dessa categoria e investiu pesado nos modelos 4x4 da marca.
Para 1992 a empresa apresentava a segunda geração do Pajero, identificada na empresa como V20. Trazia linhas mais arredondadas e sofisticadas, evoluções em conforto e, como antes, opções de três e cinco portas com tamanhos diferenciados. O modelo anterior passou a ser fabricado pela sul-coreana Hyundai.
A segunda geração estreava em 1991 com linhas mais refinadas, entreeixos alongado e novo sistema de tração com quatro modos de uso

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A segunda geração estreava em 1991 com linhas mais refinadas, entreeixos alongado e novo sistema de tração com quatro modos de uso


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Em 1991, com a substituição do primeiro Pajero por sua segunda geração, o modelo antigo passou a ser produzido pela Hyundai com o nome Galloper, o que se manteria até 2003.

A nova tração integral Super Select trazia quatro modos de uso: 2H (tração traseira), 4H (tração integral permanente, em que o diferencial central permitia que fosse mantida no asfalto, medida não recomendada nos utilitários sem esse recurso), 4HLc (integral com o diferencial central bloqueado, para divisão fixa de 50% do torque por eixo) e 4LLc (o anterior associado a reduzida). Ainda, era possível passar do modo 2H para o 4H rodando a até 100 km/h, enquanto a primeira geração precisava estar parada para tal operação.

Também novo era o sistema antitravamento dos freios (ABS) do tipo Multimode, que trabalhava com parâmetros diferentes quando a tração estava em modo de diferencial travado. Os motores anteriores eram mantidos, com 150 cv no caso do V6. Mas em julho de 1993 apareciam novos: um V6 a gasolina de 3,5 litros com duplo comando e quatro válvulas por cilindro, o que aumentava a potência para 208 cv, e um turbodiesel de 2,8 litros, cujo comando de válvulas passava do bloco para o cabeçote, contribuindo para chegar a 125 cv.

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O segundo Pajero manteve os motores no início, mas ganhou outros em 1993: o V6 de 3,5 litros a gasolina, com 208 cv, e o 2,8 turbodiesel de 125 cv

Pára-lamas, grade e pára-choques mudavam em 1996, quando a Mitsubishi adotava bolsas infláveis de série e melhorias na suspensão.Duplo comando e 24 válvulas eram aplicados ao motor V6 3,0 a gasolina, que passava a 185 cv.
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Lançada em 1999 no Japão, sua terceira geração assumia em definitivo que a maior parte dos utilitários esporte pouco sai do asfalto. A Mitsubishi adotava construção monobloco e suspensão traseira independente, recursos que alguns adeptos de 4x4 "puros" rejeitam, mas que favorecem em muito o comportamento urbano. O desenho ficava mais arredondado e suave, perdendo um pouco do ar "bruto" das gerações anteriores. O modelo de três portas media agora 4,22 m de comprimento e 2,54 m entreeixos, e o de cinco portas, 4,80 m e 2,78 m.

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Sem perder a ligação visual com os anteriores, o Pajero de terceira geração evoluía na mecânica, ao ganhar estrutura monobloco e suspensão traseira independente.

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O terceiro Pajero usou injeção direta no motor V6 3,5, só no mercado japonês, mas os americanos levaram ao lançamento de um 3,8-litros de 218 cv

A tração integral Super Select II vinha com controle eletrônico e maior capacidade de distribuir o torque entre os eixos. Também evoluía a direção, que trocava o antigo sistema de esferas recirculantes pelo de pinhão e cremalheira, mais leve e preciso. E o câmbio automático tinha opção por cinco marchas, caso em que permitia mudanças manuais seqüenciais. Na ausência de um V8, como os americanos apreciam, o Pajero (lá chamado de Montero) recebia naquele mercado em 2003 um V6 de 3,8 litros e 218 cv (depois 233 cv), que só foi adotado no Japão dois anos mais tarde, no lugar do 3,5 GDI.

No Salão de Paris em setembro de 2006 a Mitsubishi revelava uma ampla reestilização para o Pajero. O desenho evoluía sobre o tradicional, mas havia avanços expressivos em segurança: controle de estabilidade, freios com distribuição eletrônica de pressão, bolsas infláveis laterais e superiores (cortinas) de série. O comprimento crescia mais um pouco: 4,90 m com cinco portas e 4,38 m com três portas. Os motores estavam mais potentes: 170 cv para o 3,2 turbodiesel e 250 cv para o 3,8 a gasolina, que adotava o comando de válvulas variável MIVEC. O V6 3,0 continuava em uso no mercado japonês.

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A reestilização do utilitário para 2007: novos recursos de conforto e segurança, maior comprimento e 250 cv no motor V6 a gasolina

Nas Pistas
Pode-se dizer que o Pajero nasceu para vencer ralis. Desde o lançamento já ganhou 12 vezes o Rali Dacar — em que é recordista de vitórias — e quatro vezes o Campeonato Mundial de Rali Cross-Country da FIA (Federação Internacional do Automóvel).

Foi em 1983 que a Mitsubishi o levou pela primeira vez ao Dacar, talvez o mais severo rali já criado, que atravessa desertos africanos e impõe desafios extremos a pilotos e veículos. No terceiro ano (1985) ele conquistava o primeiro título, feito que se repetiu em 1992, 1993, 1997, 1998 e de 2001 a 2007 — sete vitórias consecutivas, algo inédito na história do rali.


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MC
abçs
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MensagemAssunto: Re: A Evolução do Mitsubishi Pajero   Sex Mar 26, 2010 1:45 pm

Só gosto do último...
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QuintaViana
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MensagemAssunto: Re: A Evolução do Mitsubishi Pajero   Sex Mar 26, 2010 9:06 pm

Para nós, amantes do 4X4, a 2ª geraçao ou modelo V20, é uma muito boa opçao.
Experimentei um recentemente, e fiquei positivamente impressionado. Grande Maquina. nao fica a dever muito aos nissan ou toyotas...
experimentei um V6 3.0 a gasolina, estou a procura de experimentar um diesel intercooler e um V6 3.5 a gasolina...
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